sábado, 18 de setembro de 2010

Sol maior, Dó do coitado

Quando lembro-me do Sol, é lindo.

Quando lembro-me do sonho, é lucro.

Quando lembro-me do som, é luz.

Quandkhajkahavkgkss

Desculpa, caiu cerveja no teclado.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Das coisas que passam, mas não queremos crer

Tomou-me a dama a nuca, logo as mãos, num gesto que amedronta-me, afirmo, tamanho o carinho. Desconfiei... Não pode ser o sinal bem quisto do apego, este vilão que, sempiterno, vaga entre os não formados pares. Não pode. Não deve. Mais não deve que não pode.

Ainda assim, fitou-me com ternura que não condizia com as palavras (não a mim, de pronto): "deixa de ser besta, a gente se gosta!"

O medo, não maior que o caos daí nascido, forçou o moço a preparar um digníssimo desjejum. Daqueles de levar ao leito, sabem?

Sinto um péssimo odor nesse conto. Porque o conto deve ter, para ser no mínimo enxuto, lavado de manchas. E a mancha do querer suja qualquer alva peça bianca de pano que nos venha parar às mãos. Essa mazela, bem o sabemos, não faz distinção alguma: como breve e rochoso carrasco, fere a liga e corta a pele. Não nos deveria — a nenhum de nós — ferir em e com tão franca maldade ou crueza... Como de fato não faz, admito, mas devo por honra desonrá-la, tanto fez-me cair em dúvidas...

Temer o irredutível efeito do querer ainda é mole, como se diz-se (não necessariamente assim) cá por estes páramos, mas querer bem??? Ah!, isso não desejo a meu pior inimigo (desta feita, à vuvuzela, que de mais ninguém desgosto tanto...)!

Que o faça com o peito deflagrado e com a coragem do leão que já citei, porque não assim, só posso desejar-lhe o que é de seu mérito: a tristeza pelo que é e não mais será.

Por que?

Porque do miúdo que sei, o que mais me toma é a certeza de que, apegando-se, lamento, amigo ou amiga: só lhe resta meu e-mail pra relatar as dimensões da cratera que te habita o seio.

Do querer, o único filho nascido e legítimo é o vazio. E também por vezes o sonho, não nos esqueçamos deste, por favor.

Espero amar outra vez mais, mas de esperar morreu o bode e, de crer, levou uma personagem quarenta anos a cruzar um deserto.

Sinto um tanto pela dureza, mas de nenhuma das vantagens creio dispor. Nem mesmo desses quarenta anos certificados, tanta comida ruim consumo de cá...

Fico com a certeza de querer bem a todos que passaram por minha vida. Sejam os bons amigos, sejam os colegas, sejam os desconhecidos, os conhecidos ma non troppo, sejam os pratos que comi ou até mesmo a trupe de alheios que me tocaram num breve encontro (não são poucos, tampouco eu ingrato: vos devo, amigos de ocasião!).

A tudo que me cruzou a linha, só deixo isso como testamento: obrigado. A vida que ganhei de presente sem mérito suficiente NÃO FOI EM VÃO!

Eu amo respirar.

p.s.: caso algum de vocês chame-se Abdulakbel (ou algo fonéticamente parecido — desculpa, brother, mas meu amigo se chama Abdul e eu só sei escrever assim... — e esteja envolvido em minha vinda a este mundo, PORRA, CARA, TE DEVO UMA BREJA!!! Caso isso seja só um delírio de velho, razão ou lembrança... Bem, Todo conto DEVE ter um tanto de ficção, né? hahahaha Pode cobrar, cara! Obrigado. MESMO.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Contraponto e sangria

Enxergo claro como em dia sem nuvens — suor à pele lavando o campo — na selvageria desmedida o distinto código velado; cem, mil, dez mil vezes mais nobre que o forjado no regrado forno do cavalheirismo que, caprichoso, impõe lá suas miríades de condições convenientes ao conforto do caído: há a fúria crua, o ódio mais saudável (recendendo o frescor do ímpeto mudo que, bradando, nasce da rocha escaldada sem queixume) e que não se alimenta do oponente, mas da ameaça que o algoz representa.

Nasce dali, sobretudo, a mais franca das compaixões. Aquela que não impõe a treva, a que não afaga a crueldade como resposta à dor que ergue-se urrando daquele que vê-se por terra abatido. Ao tombado, bastará a queda. Viva o que apenas vive ou resta; Pereça o que oferecer o sangue em sacrifício na peleja que finda. E que seja honrada por todos os séculos sua doação.

Não é minha face, não é meu corpo, tampouco meu prestígio dentre os machos: são meus olhos e minha garganta entregue a qualquer lâmina que tomam dos demais suas leoas e savanas. E semeiam.

Que venha a tormenta: o abrigo é forte, mas a queda não tardará. Terei sempre parte da carne e do sangue a ofertar àquele de olfato e presas familiares à sangria d'um leão.

O sangue.

Bijam.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Dos que nos unem e dos que nos arregaçam

Dentre os ídolos d'areia, escolhos e escuma que coleto moribundos na parca praia da memória, um dos que mais adoro (vivíssima ação): esse nebuloso qualquer-um que por ventura reclame dos odores humanos.

O primeiro verbo desta minha lança que — temerosa mais que o zênite dum colapso — punge e afirma, destarte o "adorar" (em detrimento do obsessivo e irrelevante — apesar de primevo — "colecionar"), é residência da ironia: abriga a mentira resignada e o vil desacato a quem de pronto crê.

O segundo alimenta as pragas que, vez por outra, afastam-me das gentes e do brinquedo de ajuntar a brejeirice fellipesca à d'outrem que, quando reclamam, ah!... Largo 'ah!'s a torto e a direito por dentro, já que por fora só os devem saldar quem cura o que não fica doente nas e das almas dos que têm queixas...

Ferem-me o estar aqui os feromônios, suas lindas e, destes — só destes —, não faço troça ou queixume quando perpassa-me a mercê de nada dever às cerimônias. Nada devo ainda, diga-se.

Mas ah!, quanta queixa! E puxa!, quanto traço! Quem lê tanta notícia, Caetanos?
Eu passo.

p.s.: certezão que a melhor parte é "suas lindas". Quem gostou do resto (que não passa de blablablá whiskas sachê) há de casar-se com o cura da paróquia, fica dito.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Planejamento a médio prazo

Três meses desde o último post.
Acho que esse hiato já o caracteriza como "ironia", né?

Bêgos no Ç2.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

UP!

Porque eu tenho PAURA de coisas que não mudam nunca...

p.s.: não, o que dizer eu não tenho, não. Passar bem.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

A impermanência das coisas

Ser escorpiano não é tarefa pra qualquer um. Muito menos pra quem não entende patavinas de astrologia e dessas coisas new age, como eu.

Somos tachados sumariamente de vingativos, tempestuosos, rancorosos e mais uma infindável série de atributos dos quais até Lúcifer se esquivaria com receio. Até provarmos que sapo não é jacaré, o interlocutor já saiu correndo quando mal terminamos de balbuciar as primeiras letras da resposta à fatídica questão: "Qual é o teu signo?" E se passa um táxi por perto nesse instante, pode apostar que o fugitivo sai cantando aquela canção chicletífica da Angélica como fosse o derradeiro mantra de salvação! Raramente ouço alguém ressaltando (digo voluntariamente, e não por temor) a lancinante lealdade de um escorpiano, tampouco sua visceral lascívia, características tão apreciadas nos momentos de dor e/ou prazer.

Não digo que a má fama é injusta porque não conheço todos os membros desse clube tão distinto e tão precipitadamente temido. Além do mais, é como dizem: "onde há fumaça, há fogo..."

O que fazer quando, por anos a fio, você se esforçou para nunca ser o que pintam do seu signo e, ainda assim, o estigma perdura, a despeito dos hercúleos esforços dispendidos à toa? Correr? Mentir ("Sou de Peixes!" — Todo mundo adora peixes...)? Apelar pro direito de manter silêncio sobre questões astrológicas? Afirmar desconhecer a data de seu nascimento?

Tanto faz. Fugir das (ou fazer-se indiferente às) reações é insignificante diante da questão que urge no revés: o que fazer quando você tem uma recaída e sofre de uma vez só toda a escorpionice que represou por anos pelo bem da nação?
Chorar? Lamento, resposta errada. Pra isso seria preciso sentir algo um tanto mais sutil do que aquilo que tão perfidamente caracteriza o escorpiano entre as boas e más línguas. Foi-se meu tempo de ostentar sutilezas no coração.

Coração... Outro problema prum escorpiano. Quando trabalha, trabalha demais. Pulsa como se não houvesse amanhã e sente tudo que pode, até os sentimentos que não lhe pertencem. Quando esfria, porém, petrifica-se. Um pequeno fragmento de rocha fria ocupando o espaço de um punho cerrado no peito. Não sente mais nada, nem a ira que o mantinha vivo nos momentos ruins (e creiam-me: diante do vazio que certas perdas ou frustrações podem ocasionar, a fúria, ladeada pelo ódio e pela raiva — seus eternos arautos —, torna-se um bálsamo, uma vazão de oxigênio para um infeliz que se afoga, o fio que ainda o liga à gana de permanecer aqui...). Só ocupa espaço. Evidente que isso só se dará depois de uns tantos arroubos de fúria vulcânica, como rezam os cânones. Afinal, estamos falando de escorpianos...

Rege a roda, então, a impermanência: depois que esfria a gema, o portador é tomado por uma paz sem igual. Impera uma calma lapidar, nada mais o preocupa. Nada o atinge, nada o desloca de seu ponto de equilíbrio. Rege novamente, a dita: vem a vida, saltitando como um coelho histérico e neurótico, e o atinge em cheio com uma boa surpresa — aparentemente mais um episódio como qualquer outro que, no entanto, vai tornando-se a cada segundo mais interessante, mais intenso, mais sedutor... Até que num determinado instante constata-se que a rocha já não é tão fria.

Movimento. Um pulso. Outro. Muitos, aos cântaros, irrompendo como mil lagartos que já não mais suportam a segurança claustrofóbica de seus ovos. Nada é moderado quando esse vulcão adormecido começa a dar sinais de atividade. Calor. Em diante, a Queda. Porque abandonar a paz que a muito custo se conquistou é tão fatal quanto inevitável; as conseqüencias idem. Não fossem tão previsíveis, talvez o atordoamento da surpresa amenizasse os danos, mas vê-las chegando desde longe, tão velozes e famintas quanto potencialmente devastadoras, só acentua o amargo.

Um escorpiano que deseja ter paz deve manter sua rocha bem guardada, longe do calor. A entrada cerrada a sete selos. Um leão, um touro, um homem e uma águia guardando cada artéria, até ter certeza de que a chama que lhe assedia não é fogo-fátuo. Caso contrário, vai acabar escrevendo baboseiras sem o menor interesse sobre seu signo num blog ou em algum espaço que o valha. E convenhamos: isso é ridículo!*

"Olá, tudo bem? Meu nome é Fellipe e eu sou de Peixes!"
Só estou treinando...


* Mas é ÓBVIO que eu vou postar assim mesmo. Obstinação, sabem? Outra coisa de que não se fala num escorpiano...

terça-feira, 14 de abril de 2009

Sabonefeeds!


"Quer tomar um banho de informação?"

Hmmm... Não, não ficou legal.

"Que tal ficar por dentro da higiene?"

Nhá, também não colou. Ok, eu desisto: melhor usar o slogan da própria criadora:

"Sabonefeeds. Para ficar informado até no banho!"

PENSA num descompensado inventando news pra alimentar a espuma e clicando nas barras de glicerina...!
Já posso até me ver no banho dando reply atrás da orelha e mandando uma DM praquela gostosinha que mora na casa da frente...

p.s.: não, não é jabá e não, eu não vou ganhar (nem pedir, implorar ou mendigar) nenhuma dessas belezinhas por ter postado aqui. Posto porque quero e ninguém tem nada a ver com isso. Nem o Azeredo. Humpf!

p.p.s.: no flickr tem o contato dela, mas por via das dúvidas eu reproduzo aqui: sabonefeeds@srtabia.com

segunda-feira, 6 de abril de 2009

#DemocraciaDigital #FAIL


É isso que acontece quando uma publicação unilateral (não que essa postura editorial tenha algo a ver com o papo... É só birra minha, mesmo) confunde "acesso à informação" com "distribuição irrestrita de informação segmentada".

Mas quem sou eu pra criticar uma revista burra (melhor dar a cara a tapa e lançar mão do adjetivo que me soa mais justo, mesmo) por jogar aos leões o último dos cristãos na rede? Sim, porque depois disso, duvido que algo passe desapercebido pela implacável insaciedade da massa, sedenta pela última novidade, cuja obsolescência chega cada vez mais precocemente.

A propósito, alguém aí pode dizer qual é o novo prazo de vencimento das novidades desta semana? Oops!, desculpem-me, acabei de me render ao tal vencimento: quem, hoje em dia, usa uma semana inteira como critério de tempo ao avaliar a duração do frescôr de uma notícia?


p.s.: a tempo: não é o intento deste desabafo associar diretamente a massificação de acessos regionais de um microblog (derivada da publicação de sua existência e relevância na mídia local) aos problemas de conexão ocorridos na tarde/noite desta segunda-feira, embora muito me agrade descer deliberadamente o cacête em meios de comunicação tendenciosos (mais que eu), unilaterais (muito mais que eu), maniqueístas (muitíssimo mais que eu) e bobos (aqui a concorrência é acirrada). Grato pela compreensão.

p.p.s.: se eu começar a perder o bom humor, me avisem, por favor. Grato novamente.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

140 caracteres from hell

fellipevernon Oi, galëre. Este post foi criado em homenagem à p**** da inclusão digital, q superpopulaciona tudo e banaliza até "encoxar a mãe no tanque".
23:02 PM Apr 1st from Blogger