sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Recesso

Caríssimos desocupados freqüentadores do meu limbo.com, é com um puta alívio imenso pesar que venho informá-los que até o dia 8 de novembro (uma rotação planetária após meu cumpleaños) não vos poderei aborrecer com minhas oscilantes manifestações-com-letrinhas neste espacinho safado a que eu chamo de blog (e o resto do mundo chama de "excesso de bagagem").
.
Neste fim de semana caberá a mim ciceronear pela capital de concreto um amigo que veio das Minas Geræs tencionando assistir a duas apresentações do Tim Festival e passear pelos mais seletos buracos da cidade no tempo sobressalente em sua agenda de viagem.
Além do prazer de hospedá-lo, devo iniciá-lo no (e conduzi-lo pelo) antro de prostituição mais descolado do país, a Rua Augusta — não necessariamente visando o consumo de sua principal mercadoria, mas em função das casas noturnas e dos bares recheados de moderninhos(as) sedentos(as) por um bocado de esbórnia em drops — e, caso ainda sobre tempo, mostrar-lhe como se encaixa um bar muito charmoso num brechó mais charmoso ainda.
Desejem-me pique. Muito pique.
.
Em seguida ao seu retorno à terra natal, devo embrenhar-me na ingrata tarefa de absorver (no menor tempo possível) todo tipo de informação sobre as novidades do mundo automotivo para, a partir desta segunda-feira, participar da cobertura do Salão do Automóvel 2008.
Coisa de dez horas por dia andando pra lá e pra cá decorando coisas como nomes de montadoras, de diretores, de representantes comerciais e de designers, modelos de carros, potências de motores, telefones das modelos conceitos de aerodinâmica, entre outros tecnicismos... Além do envio em tempo real das fotos do evento.
Assim... FODEU, né?
.
Em suma, não disporei de tempo sequer para guardar o que sobrar da janta na geladeira. Aliás, é melhor guardar agora, pra no dia 9 eu só ter o trabalho de raspar o môfo dos recipientes e empacotar tudo antes que passe por aqui o coletor de lixo...
.
É uma bênção pena passar tantos dias longe deste que já é meu karma terceiro lar (o segundo é A Juriti, não tem concorrência)...
.
Prometo voltar com muito assunto besta e sem sal, como "com quantos cavalos se esgota de estafa um trabalhador chinês de 12 anos que confecciona 200 peças de retrovisor por dia", ou "quem bateu no carro da Odette Roittmann", e até mesmo "qual é o critério de avaliação intelectual para a seleção daquelas moças bonitas que decoram os carros", entre outros temas de primeira necessidade.
.
Assim sendo, feliz "dia do malabarista manco" adiantado, pro caso de não conseguir falar com ninguém até lá!
.
Agora, uma ducha e o penúltimo porre do mês, que o calor não veio a passeio.
.
Beijo, abraço, apêrto de mão, passeio-no-bosque, encoxadela-dissimulada e fuga-com-a-prima-pro-quarto-da-tia-enquanto-ninguém-vê pra todo mundo!!!
Aproveitem o fim de semana!
.
.
p.s.: quem quiser um dropzinho ou outro pelo twitter durante o Salão, follow me no @fellipevernon, que eu dou uma twittada sempre que der pra escapar.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Trouble Ahead: Lady in Red

.
Casey Jones is ready: watch your speed.
.
Quase cinco dias se passaram sem que eu postasse aqui. E isso depois de um considerável fluxo de assiduidade, salvo brevíssimos e esporádicos intervalos. Sumi. Cuidava dum insignificante fator de irregularidade, no que se refere à minha práxis bloguística ("blogueira" soaria tão idiota quanto) diária: a vida. Sabe? Esse obstáculo externo imprevisível, esse estorvo que nos faz orgânicos... Claro que eu exagero (e realmente espero não ser mal interpretado com isso, uma vez que adoro estar vivo e respirar e correr e suar e nadar e comer e dormir e questionar e descobrir e não ser um monte de zeros e uns!)...

Não há como escapar duma sina: cedo ou tarde, cede a corda, desfaz-se o nó. O que em mim é constante? Justamente a embaraçosa inconstância. Repete-se com uma precisão pollockiana, realizando à minha revelia seu balé de incompreensível harmonia através de uma total e evidente incongruência. Resultando, no entanto — e contra toda expectativa — numa assombrosa e simétrica parábola. O belo onde nada havia.
Ok, belo aos meus olhos, que vêem beleza em qualquer coisa. Bem... QUASE qualquer coisa. Mas isso não vem ao caso. Ou virá no próximo "Questione o meu bom gosto"...

Alimentar o blog já é uma tarefa, sem o peso da obrigação; uma oração diária pra alguém não religioso. Só não tornou-se uma fixação. Felizmente não é um animal, ao qual eu teria de alimentar religiosamente todos os dias. Se nem de mim eu cuido direito... Bons ventos — e em muito boa hora — fizeram com que eu desistisse de adotar aquele beagle! O que seria do pobre em minha casa? Aliás, o que seria feito dos meus sofás? Bendita decisão!

Fixações: já que as toquei, vamos esclarecer: estão sumindo. Despregando-se do ranço de meu antigo rol de apegos. Não sei como se deu. Ou talvez saiba: muito provavelmente como tudo o que veio e passou nos meus dias. Sem muito alarde e, embora gradativamente, de uma hora pra outra. Como uma dor ordinária que se curasse com o tempo, apenas. A paixão distante que se apaga no virar uma esquina.

Passamos grande parte de nosso tempo procurando ser (ou crer que somos) pessoas melhores, livrarmo-nos do lastro de nossas embarcações, mantermos as velas esticadas... Tudo isso com um esforço sobre-humano, pra constatar que, sem aviso prévio, as coisas acontecem por si. Por vezes resta a dúvida: "até onde fui agente dessa mudança? Até onde foi só o curso da vida, das coisas, do constante devir e cambiar de uma, ou muitas, ou todas as vidas? Foi ato? Ou fato?" Sequer me arrisco numa resposta. Especular por esporte? Tenho interesses mais urgentes.

Se é ou não voluntária, não ambiciono saber. O que sei é que a mudança chega. E com ela, talvez um novo apego. É a hora de ficar atento. Quanto menos apegos, melhor.
Claro que sempre sobra algo... O derradeiro.
Que seja um que valha a pena, então.

Adeus, dama de vermelho. Ou até logo... Mas na próxima vez, serei eu quem dará as cartas.
.
p.s.: o cliché é bem batido (surrado, isso sim...), mas eficaz e recorrente por diversas vezes em colóquios que permearam esse período de ausência. Tolerância, meus caros, tolerância...
.
arte: Stuart Immonen. Matrix Comics, PinUp Series.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Cowpitalismo

.


Faltou a definição de 'modo de produção' na edição que eu tinha do "Meu Primeiro Dicionário"... A maior parte de meus atuais infortúnios de ordem financeira seria encarada de maneira no mínimo... Hmm... Como eu diria? "Pitoresca"?

Sim, eu encararia os obstáculos materiais de modo muito mais divertido se associasse o capitalismo a uma rês. Teria no mínimo a impressão de que EU consumiria o fator, ao invés de ser consumido por ele. Parece que faltou esse termo pra todo mundo...

Havia o termo 'vaca', mas ele não me deixou mais rico: apenas mais carnívoro. E hoje em dia, um pouco mais vegetariano, devido ao preço do vocábulo.

p.s.: na verdade, nada disso me interessa. É que tá na moda falar da crise, então entrei na onda. Afinal, onde a vaca vai...

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

As diversas cores da vida marrom

.
São 06:58h da manhã — deserticamente ensolarada e floreada por um mar de gorjeios — desta linda quarta-feira. Ainda não tomei café, mas estou com um inexplicável bom humor, que NÃO SE DEVE à devolução de uns pingüins ao mar após reabilitação no aquário de Santos. Aliás, vão-se em boa hora: ó o calor que faz aqui!!! Coisa do Demo. Só pode ser. A propósito: valeu, viu, Coisa-Ruim! Eu adoro o friozinho petrificante do inverno, mas... Já deu o que tinha que dar, né...

Pois é, eu tenho que saber de pingüim vacilão a ESSA hora. Decididamente, não é a causa do meu bom humor. Entretanto motivou-me a tomar logo meu café enquanto (não) se vê na TV o meu programa predileto: OFF. Pra desemburrecer é uma maravilha! Eu recomendo. Pro teu pai, pra tua mãe e pra tua tia na janela.

Já sei o que me deixou de bom humor: tenho um estoque infinito (ou quase... Acordei infanto-idiossincrásico) de suco de goiaba! Viciei, agora é tarde. E gosto não se discute.

Vamos ver se depois do café da manhã minha mente resolve trabalhar por mim e desenvolve algum método inédito e infalível pra enriquecer antes dos 40... Porque da alfaiataria, do conserto de relógios e máquinas de escrever e da manutenção de máquinas de fotocópias eu já desisti. Não tenho tanto talento.
.
Ê, vidinha mahomêno...

Bem, bom dia e muito equilíbrio a todos, que a gente tá bem no meio da semana! Pegaram? Equilíbrio... Meio... Alusão temporal-alegórica à manutenção do status provisório entre dois polos... Semana... Hmm... Não? Tá. Desculpem. Foi mais forte que eu.


p.s.: interrompi por tempo indeterminado minhas atividades pictóricas porque tô duro e essa merda tá me falindo tenho outros compromissos urgentes.
.
p.p.s: vou contratar o Blogger como meu empresário: a 4 dias do início do horário de verão, ele já se adiantou. Pergunta: promovo ou processo? ¬¬

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Vive la Fête: fotos [2]

Mais fotos de qualidade duvidosa.
.
p.s.: a última vale pela maquiagem conceitual. Pra eu deixar de acreditar que só carro pode ser conceitual...
p.p.s.: arte conceitual, papai noel e igualdade social estão no mesmo patamar.
.




Vive la Fête: fotos

Fazendo do bate-cabelo uma arte.
.
p.s.: as duas primeiras fotos são, respectivamente, da banda que abriu o show (???) e do Johnny Luxo discotecando com o Herchcovitch.
.





sábado, 11 de outubro de 2008

Vive la Fête [2]

Este era um post bêbado.
Sabe?
Daqueles que a gente escreve sem pensar.
Pois é...

Era.

p.s.: antes vazio que cheio de nada.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Vive la Fête

.

O casal belga mais descolado da paróquia toca nesta sexta-feira, dia 10 de outubro, na The Week, oferecendo em sacrifício a nós, selvagens, as músicas de seu quinto álbum, Jour de Chance.

Usando, fazendo mágica e abusando do synth-pop e do electro, não há sombra de necessidade de dizer que vão causar novamente na capital... Frisson garantido ou seu dinheiro no mínimo bem investido.

Com uma pegada mais rock neste álbum, os queridinhos de Karl Lagerfeld devem arrematar mais apreciadores para seu privilegiadíssimo rebanho. A última resenha que li a respeito dizia que o som estava mais "ensolarado"...
Ok. Não sei onde viram a tal nesga de Sol, mas por não ser crítico musical, resigno-me a tirar sarro dessa afirmação e nada mais. Apesar das guitarras mais animadas, dispenso sem piscar a hipérbole. A subjetividade da arte pode por vezes dar à luz comentários dignos da gaveta cilíndrica que eu mantenho embaixo da minha escrivaninha...

Convites antecipados a R$ 80,00 (salgado, não?) e na porta a R$ 120,00 (já chegou a Semana Santa pra salgarem o bacalhau desse jeito? Cruzes...). Eu diria que vale cada centavo, mas sou um tanto econômico (muquirana); Logo, pra não comprometer minha reputação, deixo a análise a critério de vocês.

O endereço: Rua Guaicurus, 324, Lapa.
Telefone: (11) 5102 2416.

p.s.: adivinhem quem vai... Hehehe! =)
p.p.s.: na faixa, é óbvio, com convitinho gentilmente presenteado pela Revista Simples?... Tenho um balde de prioridades. Show é supérfluo, quando financiado pela vermelhinha (minha conta corrente, devida e carinhosamente batizada assim).

A história das coisas

.

Era uma vez um coelho.
Era uma vez uma águia.
Era uma vez o coelho.

Boa noite.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Fiat Vodca

.

"... e Deus fez a vodca. E viu que a vodca era boa. Era muito boa."

Pois é, o problema é sempre o dia seguinte, né?
Ele deve tê-la criado no sexto dia... Hmmm... Agora toda aquela ladainha de "descansar no sétimo dia" começa a fazer algum sentido pra mim...

Não tenho nada pra postar agora.
Talvez mais tarde.
Até.
.
p.s.: serviço público: desiludiu-se? Petrificou o coração? Cansou de dar murro em ponta de faca? Calma... Não somos minoria. Join us: moimeichego. ;)

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Roda Viva: interação total

.

Acabo de chegar em casa, depois de destruir dois belos nacos de torta de palmito numa padaria do Klabin. Não chegava aos pés da torta servida no Café da Rua 8, em Brasília, mas teve a decência de me deixar como que sob efeito de morfina. Vão-se a pique meus planos de dormir imediatamente... Ao menos poderei atualizar o blog, já que não o fiz na tarde desta segunda...

Antes de sair, assistia ao Roda Viva, na TV Cultura. No programa de hoje, o pobre sabatinado foi o sociológo Alberto Carlos Almeida, autor dos livros "A Cabeça do Eleitor" (Editora Record, 2008) e "A Cabeça do Brasileiro" (Record, 2007). Ele deve gostar muito de cabeças.

Saí de casa dez minutos antes do fim do programa, logo acompanhei grande parte do interrogatório que, diga-se de passagem, foi deveras misericordioso. Disparates como "o Gabeira é extremamente desconhecido", "cabeça de eleitor funciona em esquemas pré-concebidos" e a absurdamente estereotipada "os homossexuais vivem nas costas leste e oeste, enquanto os conservadores vivem na região central dos US and A" permearam toda a entrevista, mostrando que de esquemas pré-concebidos o sociólogo entende bem. O suficiente para lançar mão deles sempre que colocado contra a parede.

Os "twitteiros" que cobriam o programa em tempo real, por sua vez, demonstraram que o formato é, além de viável, altamente interativo: discussões imediatamente posteriores a qualquer afirmação dos participantes do programa borbulhavam no chat do site do Roda Viva, na barra do twitter nesta mesma página e, evidentemente, no twitter de quem estivesse inteirado e enviando suas impressões e questões para o tag #rodaviva.

A TV Cultura inovou com sua transmissão para a internet com três câmeras cobrindo o programa em Ustream (a câmera principal, com imagem comum à da TV, uma câmera de bastidores e uma terceira filmando as charges do Caruso — todas em tempo real), além das duas possibilidades interativas já citadas (chat e twitter). A participação, a despeito de não ter em mãos os dados concretos, parece ter sido maior que na segunda-feira passada. O método é experimental, mas por estar no começo e fluindo tão bem, promete ganhar cada vez mais adeptos, entusiastas e — como é de se esperar neste mundo onde nada se cria — imitadores. O que é bom gera frutos, afinal...

Se a HDTV, que tanto promete (quase tanto quanto nossos pretendentes a representantes políticos), não disponibilizar no mínimo este singelo leque de recursos, já terá chegado atrasada à nossa Pindorama tão carente de participação de todos que têm voz a ser ouvida. E eu me refiro a quem está em casa, de chinelo e meia, comendo biscoitos com leite; quem está na rua e tem um celular com acesso à internet; ou até mesmo quem tem de se locomover para chegar a um local de onde possa acessar a rede (pagando ou não, já que são poucos os pontos que disponibilizam internet gratuita à população): o povo, sem o sentido populista do termo. Ou seja: todos nós.

A informação está aí, à disposição, pra quem quiser. Pena que nesse "quem quiser" tenha de vir anexado com cola adesiva o "quem puder", ao menos por ora. Porque, como acaba de me dizer um grande amigo (que me acompanhou nas tortas na padaria), esse projeto de popularizar a internet da Dona Marta "tá mais pra proposta de grêmio estudantil que quer transformar escola em clube pra ganhar a eleição" do que pra um projeto viável e funcional. Pois é, Felipão, se você se candidatar a algum cargo público, não se esqueça de instalar caixas de som nos postes e bebedouros de cerveja a cada três esquinas...

Ok, basta.
No próximo post, devo voltar às futilidades superficiais de sempre, pra não perder a parca visitação que estou conseguindo depois de muito esmolar visitantes.

Ótima terça a todos e, se não sabem em quem votar, votem na Elis Regina.
Tão dizendo por aí que ela vai acabar com esse down na high society.
Dá-lhe, Elis!
.
p.s.: pra quem quiser assistir E participar do Roda Viva da semana que vem, aqui está o link: Roda Viva. As transmissões têm início cerca de uma hora antes do programa começar.

sábado, 4 de outubro de 2008

Pretinho básico



Das coisas que não saem de moda, uma das que mais aprecio é o bom gosto.

Abrindo a provavelmente nada polêmica (salvo aumente a freqüência de visitantes no meu limbo-blog) série "Questione o Meu Bom Gosto", resolvi postar essa capa über-de-verão (embora fosse inverno na época e local da edição) da carimbadérrima Playboy gringa.

Melinda Windsor, pseudônimo duma graça de mocinha com seios absurdamente enoooormes (yankee adora peitão, como sabemos) que deve ter hoje seus belos 64 aninhos (pensa no perigo dessa combinação...), foi a garota da capa da edição de fevereiro de 1966 da Playboy estadunidense (me dá uma gastura quando eles se auto-proclamam "americanos", como se nós todos — o "resto", segundo os caras... — não o fôssemos!), e seu verdadeiro nome é NÃO FAÇO A MENOR IDÉIA.

Ela usou o pseudônimo pra não complicar sua vida de estudante na Universidade da Califórnia, Los Angeles. Como se os estudantes de lá não fossem comprar a porcaria da revista... Tsc, tsc...

No fim das contas tanto faz, já que o que me interessa mesmo é o design da capa.
A simplicidade da composição só perde em minimalismo para a combinação equilibradíssima de cores cítricas, à qual não quebram as castanhas madeixas do broto.

E por falar em broto — pausa na questão do bom gosto, já que esse comentário será assumidamente subjetivo, pessoal e intranferível —, ela não lembra a Björk? Ok, nessa eu admito: tocamos no meu ponto fraco. Sou claudicantemente caído pela freak-mistress do underpop (e pensar que ela já foi, sim, underground... Mas por que não massificar, né?)! Como diria um amigo cujo bom gosto é mais que questionável, como se fará claro na citação que segue, "se ela peidar, eu trago!"

Hmmm...

Saca aquela ressaca moral imediata após uma frase infeliz? Então... No momento eu me diria a própria encarnação desse arrependimento. Mas o blog é meu e eu me recuso a apagar. Até porque o que seria do bom gosto sem a escória do kitch, do escatológico e do referencial-mistureba-sem-critério? Vamos dar chance ao mau gosto, também. Valorizar o que é bom tem seus contratempos, afinal.

Pois bem, posto tudo isso, encerramos o primeiro "Questione o Meu Bom Gosto", sem a pretensão de que alguém se digne a replicar. Mas vai que aparece uma alma caridosa, né? Então não custa recomendar alguma polidêz no comentário, só pra mantermos o nível.
Claro que é só uma recomendação: adoro ver o circo pegando fogo. Com o palhaço dentro, de preferência.

Beijo, abraço e passeio no bosque, que apêrto de mão é muito formal pro meu gosto!
E bom domingo pra todo mundo (eu sei que isso é possível)!

p.s.: comprem mais arte. De preferência a minha.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Thanks, God: It's Friday!

.

Pois é, gente fina, elegante e sincera: chegou a esbórnia semanal.

A despeito de meus planejamentos econômicos, não mais que vejo-me forçado, compelido, coagido — por que não dizer? — a colocá-los provisoriamente em terceiro plano e entregar-me rendido aos desígnios bacantes do dia de Vênus, ao ígneo fiar de Freya, às diáfanas tentações de Afrodite, que regalam aos asturianos mirandêses, aos timorenses, galegos, romanos, nórdicos, gregos e quem sabe até aos troianos, né? Vai saber...

Claro que, com moderação, todo mundo se lembra de como chegou em casa no fim da noite. Prometo ter na ponta da língua o trajeto quando vier garatujar aqui amanhã! Aliás, prometo a mim mesmo, que de uns tempos pra cá eu tenho quebrado todas as promessas que me fiz. Esse negócio de ser chaminé total-flex não tá dando certo...

Por falar em tantas deusas, não poderia furtar-me ao cliché de cair na religião, né? A gente goooosta de falar do que não manja...

Pois bem, vamos lá: por que patavinas uma freira ficaria feliz por ser sexta-feira? Por acaso é a noite do vinho com hóstia no convento? Ou é o dia informal, em que elas só vestem o hábito branco? As portas dos claustros não são trancadas? E desde quando freira fuma maconha?

Olha, podem me chamar de reacionário, eu até libero. Mas que isso não faz o menor sentido, ah, mas não faz MESMO! Freira maconheira? Vê se pode!?

Bem, na falta de tchau, até amanhã!

Adoro concluir assim, seco.
Ah!, e boa sexta, é claro!!!

p.s.: se você está lendo isso hoje (na sexta), eu recomendo que desligue o computador e vá dar uma volta, a noite está deliciosa! Eu tô indo em meia hora. Se me encontrar bêbado pela cidade, finja que não me conhece. E se você não me conhece, mesmo, finja que hoje é terça.

Cara Nova

Oi!
Este post aqui não tem um motivo pra existir, embora vá me servir pra inaugurar o novo leiaute (eu simplesmente ADORO esses abrasileiramentos!!!) do blog. Pois é. Tudo muda mais cedo ou mais tarde. E até que eu demorei pra mudar aquela cara verde que ele tinha...
Esses posts sem motivo me fazem desconfiar seriamente de ser um portador da hipergrafia, a doença da escrita. Eu poderia dissertar sobre ela por linhas e mais linhas, mas um médico (médico E escritor E membro da Academia Brasileira de Letras, diga-se de passagem...) bem mais confiável que eu (o Dr. Moacyr Scliar) já o fez. Leia aqui.
Olha só! Acho que não sofro desse mal: já tô acabando. Por que isso não acontece no orkut? É tão tentador ultrapassar o limite de caracteres imposto... Hmmm...
Sim, vamos aos fatos: mudei a cara do twitter e do blog, mas a natureza torpe dos textos continua a mesma. Não há razão para preocupações. Este que vos aborrece continua sendo o bom, velho e confiável Vernon.
Eu tenho certeza de que tinha algo a mais por dizer, mas por não poder contar com a minha memória de peixinho dourado, fica pra depois.
No mais, beijo, abraço e apêrto de mão!
Tinha passeio no bosque, também, né...?
Ah, tanto faz.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Matrimônio Crônico Adquirido

Por essas e outras que eu não sou portador e nem pretendo contrair esta mazela... Matrimônio: até o nome cheira mal... Me lembra produto químico.

De instituições falidas na minha vida, já bastam a família, os laços profissionais à distância, os projetos literários e pictóricos, o rol de planos para o futuro e o meu nada modesto débito nA Juriti.

O resto eu entrego nas mãos do Senhor (de repente ele faz um origami de passarinho belezoca com tudo isso).

A despeito de minhas convicções, minha avó continua incansável a perguntar: "Já arrumou uma moça pra morar com você, cuidar da casa e fazer sua comidinha?"
Adoro avós à moda antiga. Ainda mais tendo eu quase (ênfase no redentor "QUASE"...) arrumado uma hipotética futura avó feminista para meus mais hipotéticos ainda futuros prováveis netos... Coitados.

p.s.: moças, não queimem soutiens. Não é legal.
p.p.s: fico nos imaginando (refiro-me ao gênero masculino) saindo por aí a queimar cuecas. Puxa! Que espetáculo grotesco.