quarta-feira, 11 de março de 2009

Aula de alemão


O texto abaixo foi roubado de um tópico numa comunidade zen-budista no Orkut.
É uma piada.
Foi postado no tópico em questão por um mestre da linhagem Soto-Zen Shu, que por sua vez recebeu a piada num e-mail (porque tão utópico quanto a paz na terra aos homens de boa vontade é desejar que parem de nos enviar piadas por e-mail).

Um abraço para o Márcio Moraes (apresentador da porcaria do Companhia de Viagem), que demitiu meu amigo, e para os patrocinadores: Pedrinho, do Mercado Lüge; Jaqueline, da imobiliária Nicht Vorhanden S/A; e Dito, que mora no Acre.

"Alemães — e professores do idioma — dizem que, para quem já fala um idioma latino (português, espanhol, italiano, francês), o alemão é de fácil aprendizado.
Vejamos:

Primeiro, pegamos um livro em alemão, publicado em Dortmund, e que trata dos usos e costumes dos índios australianos Hotentotes (em alemão, Hottentotten).
Conta o livro que os cangurus (Beutelratten) são capturados e colocados em jaulas (Kotter), cobertas com uma tela (Lattengitter) para protegê-los das intempéries.
As jaulas, em alemão, chamam-se "jaulas cobertas com tela" (Lattengitterkotter) e quando possuem em seu interior um canguru, chamamos ao conjunto de "jaula coberta de tela com canguru" (Beutelrattenlattengitterkotter).

Um dia, os Hotentotes prenderam um assassino (Attentäter), acusado de ter matado uma mãe (Mutter) hotentote (Hottentottermutter) de um garoto surdo-mudo (Stottertrottel).
À mãe, chama-se Hottentottenstottertrottelmutter, e a seu assassino chamamos Hottentottenstottertrottelmutterattentäter (FÁCIL).

No livro, os índios o capturaram e, sem ter onde colocá-lo, pôem-no numa jaula de canguru (Beutelrattenlattengitterkotter).
Acidentalmente, o preso escapa.
Após iniciarem uma busca, chega um guerreiro Hotentote gritando:
— Capturamos o assassino (Attentäter)!
— Qual? — pergunta o chefe indígena.
— O Lattengitterkotterbeutelrattenattentäter. — comenta o guerreiro.
— Como? O assassino que estava na jaula de cangurus coberta de tela? — pergunta o Hotentote.
— Sim — responde solicitamente o indígena —, o Hottentottenstottertrottelmutterattentäter ("o assassino da mãe do garoto surdo e mudo").
— Ah, demônios — diz o chefe —, você poderia ter dito desde o início que havia capturado o famigerado Beutelrattenlattengitterkotterhottentotterstottertrottelmutterattentäter (que quer dizer "assassino da mãe do garoto surdo e mudo que estava na jaula de cangurus coberta de tela")..."

Eu garanto que, lida em voz alta, esta piada pode até ser engraçada.
Além do mais, ela certamente é mais interessante que a lista de gags, baleiadas e — o mais terrível — escassez de Heinekens do primeiro dia do #youpix (apesar de não poder reclamar dos mojitos...).
Então ao invés de me rogarem praga, deixem-me em paz e passem pro próximo blog, ok?
A gerência agradece!

terça-feira, 10 de março de 2009

You Pix (ou #youpix, pros íntimos...)

Oi? Hein? Ah, brincô que cês tão achando que eu vou escrever a essa hora, né?

Acordem pra vida: havia três meses que eu não encostava num Biotônico Fontoura sequer; vão querer que eu desafie a capacidade vertiginosa da cerveja_mais_bonita_do_mundo_depois_da_Mimi?

Assim... Porque é só eu beber um tiquinho pra começar a abrir a boca. O que nos remete à urgência do seguinte fato: por hoje é só, pe-pe-pe-pes-soal!

Vão dormir que amanhã ainda é terça.
E na quinta eu posto imagens aqui (pra parcela de vocês que prefere se ater às figurinhas a interpretar esses hieroglifos a que — por mera conveniência ociosa — convencionou-se chamar "caracteres"...), já que o sono me puxa os pés.

Beijos e eu amo vocês.
Não, eu não amo.
Mas faz de conta.
Fazer de conta faz bem pra hipófise.

:)

domingo, 8 de março de 2009

Dia Internacional do Índio. Digo... da Mulher. Desculpem.


"Dia Internacional da Mulher"???
Quer dizer que elas passam por toda a fucking História da Humanidade se fodendo lutando pra isso? Um "dia internacional"?

Faz-me rir.

Além do mais, eu nasci homem e, por mais que seja solidário à luta contínua e incessante das mulheres contra todas as sutis e/ou grosseiras formas de opressão que enfrentam até hoje, não posso falar por elas.
No entanto, há quem possa, e com muita propriedade... Quer saber quem e o quê? Então leia ISTO (clique no link, criatura parva!).
Cynthia Semíramis mandou tão bem que acabou me poupando de escrever qualquer coisa. Melhor assim: que fale do samba quem tá na roda, né?
Quem indicou o link foi a @lucila, pelo Twitter.

Força!, mulherada, que ainda não dá pra chamar esse mundo de justo, não...

:)


p.s.: a imagem eu roubei da Cabra Espiatória e dei uma mexida. Bééééééijosmeprocessä.
.
p.p.s.: não se preocupem, eu continuo bem porco chauvinista quando preciso. É que hoje é dia de refletir sobre tudo que fazemos pra construir um mundo menos desagradável, né...
.
p.p.p.s.: uma amiga, entusiasta moderada — mas nem por isso apática — do feminismo e de todas as conquistas daí advindas, faz aniversário hoje. Pra ela, sim, eu posso dar parabéns sem parecer um idiota alienado! Parabéns, Le! =D

sexta-feira, 6 de março de 2009

Melhores da Websfera 2009: Bolinha, Luluzinha ou n.d.a.?


Pra quem esteve na lua ou simplesmente vivendo sua saudável vida offline nos últimos dias não tá sabendo, a Revista Pix tá promovendo uma lista dos Melhores da Websfera 2009.

Um juri composto por "150 que estudam ou usam a internet freneticamente" foi convidado a "indicar os melhores sites, blogs, vídeocasts, podcasts, pessoas, eventos, projetos e sites ligados à produção de conteúdo independente no Brasil, destacados no período de 01 de janeiro a 31 de dezembro de 2008".

Dentre as 18 categorias, duas causaram alguma polêmica: Webmusa e Melhor Blogueiro.

As definições dessas categorias (e uma infeliz coincidência numa delas) são as culpadas pela confusão: a definição de Webmusa é "A menina mais gata/gostosa/simpática da Internet brasileira", enquanto a descrição de Melhor Blogueiro era "Blogueiro brasileiro que tenha assumido um papel relevante na sua área de atuação".

Não há a necessidade de explicar que por "blogueiro" pode-se entender "aquele que cria e/ou mantém um blog", independente do gênero. Soaria muito tosco politicamente correto dizer "blogueiro ou blogueira". Besteira, dá pra entender numa boa que se trata de um termo abrangente.

Porém, devido à chuva de críticas que a revista recebeu, tiveram de mudar até a definição da categoria — que agora é "Blogueiro (homem ou mulher) brasileiro que tenha assumido um papel relevante na sua área de atuação". Patético, mas ao menos esclarece os fatos aos esquentadinhos e precipitados...

Por essa associação do título com um hipotético sexismo por parte dos responsáveis pela criação das categorias, presumiu-se geral que para as meninas tivesse sobrado a categoria Webmusa (cuja descrição é focada em... Digamos que "aspectos bastante peculiares que passam ligeiramente ao largo das capacidades intelectuais e/ou cognitivas das candidatas"...).

Ledo engano: a categoria Webmusa serviria, sim, ao propósito troglodita-hormonal de reter a baba da espécie masculina (e de muitas representantes do time feminino, por que não?), mas não era o campo restrito das moças.

Aí entra a infeliz coincidência: oito blogueiras foram indicadas pelos jurados para concorrer na categoria Melhor Blogueiro, porém não arrecadaram pontos suficientes para chegar à final. Daí que ver só homem no páreo fez com que muitos inicialmente acreditassem que aos homens era dedicado o prêmio pensante, enquanto às meninas restava o mérito de ser a potranca digital do ano. Seria uma situação muito escrota triste...

Confusão à parte, é no mínimo saudável constatar que as pessoas estão ligadas e prontas para questionar o que lhes parece impróprio. Caso não tivesse se tratado de uma triste confusão — e sim de uma perpetuação do machismo que a muito custo busca-se deitar por terra ainda hoje, na era em que todas a fronteiras podem e devem ser revistas —, preocupante seria se ninguém se manifestasse, apontando as deficiências na necessária adaptação às mudanças sócio-comportamentais do último século (tão aplicáveis à websfera quanto a qualquer campo do desenvolvimento e das relações humanas).

A Revista Pix tem como principal característica o entretenimento, e não o ativismo político, mas ainda assim esclareceu os fatos e fez os adendos necessários à justa compreensão do que promoveu a querela. Ponto pra ela, que felizmente mostra não ser entusiasta do anacronismo comportamental — ainda que também não seja militante do feminismo (graças ao bom deus!).

Conclusão: podemos voltar à polêmica anterior, que tratava do fato de todos os indicados serem cartas marcadas de uma panelinha de cewebrities da websfera tupiniquim (a turma do "panis et circencis", cuja prioridade é a fixação e manutenção dos nomes no panteão da web — e, como bem sabemos, a consagração nem sempre deriva das razões mais adequadas...).

Polêmica por polêmica, melhor ficar com uma em que as pessoas possam se agredir de maneira justa e equilibrada, né não? Afinal, lista que é lista TEM que criar polêmica...

:)

terça-feira, 3 de março de 2009

Wander Wildner se casa pelo Twitter!


WANDER WILDNER VAI SE CASAR... NO TWITTER!!! (???)

Pois é. No Twitter, é isso mesmo que você leu.
É, eu sei, eu também reagi assim. Daqui a pouco passa.
.
Passou? Ótimo, vamos à bomba: como não bastasse o altíssimo grau de interatividade que todo mundo vive pregando quando o assunto é a internê, agora o povo resolveu CASAR pela rede ("casar" e "rede" são duas palavrinhas pra lá de ingratas pra serem usadas na mesma frase, né não?)!
.
E não é qualquer casamentinho, não... É logo um "celebrity marriage": Wander Wildner, o homem, o mito (eu sempre quis usar esse cliché!!!), resolveu amarrar o HD pelo Twitter (gente fina, eu não vou explicar o que é o Twitter aqui, pode ser?), e como promiscuidade pouca é bobagem e tradição é para os fracos, ele vai se casar logo com DUAS QUATRO noivas de uma vez só!
.
Taí, macacada: quem ainda não era, agora vira fã! E as moças observem com atenção, pra ver como é que se faz uma sociedade justa, onde os fetiches possam circular livremente pelo Código Civil, sem medo de ações judiciais ou esposas ciumentas com facas afiadas na calada da noite!
.
Pra quem se interessou — não necessariamente pelo modelo matrimonial, mas pelo oba-oba em si —, pode-se acompanhar a cerimônia ao vivo e a 256 cores no Twitter dos três cinco noivos ou no do sacerdote responsável por ministrar a cerimônia, que acontecerá nesta quinta-feira (dia 5 de março de 2009), às 17:00h.

E já que tocamos no assunto, aí vem a parte mais bizarra ("MAIS?", você se pergunta... Sim, mais.): o sacerdote responsável pelo ritual macabro de casamento (redundância, sô!) será "praticamente ninguém menos que aquele que praticamente vai buscar sua alma à meia-noite": Zé do Caixão!!! Ele mesmo (quer dizer... Se é EEELE, ele, mesmo, não dá pra saber, né...)!
Se pâns até o Vitor Fasano pode estar presente (uma das noivas quer-porque-quer a presença do colunável, vamos ver como fica na hora...)!

Os nicks dos envolvidos no Twitter: @wanderwildner, @lucila (noiva), @rubiamazzini (noiva), mais duas noivas com @s que não me vêm à cabeça agora e @zedocaixao (sacerdote).
A igreja fica no www.twitter.com
Procure chegar um pouco antes pra não congestionar o provedor.
.
De acordo com uma das noivas, o traje é esporte-invisível.
Ou seja (pra você que não terminou o mobral): pelado. Sem roupa. Nu.
Tá?
.
Apareça!
:)
.
p.s.: este texto foi originalmente publicado no blog Curto e Grosso e reproduzido aqui (com levíssimas correções) sob a justificativa de que fui eu quem escreveu e vaitudotománoscu que a porra do blog é minha! Beijo!

segunda-feira, 2 de março de 2009

Haja zazen... ¬¬

"Praticar o zen budismo num mundo como este em que vivemos exige do fulano (não dá nem pra fazer a piadinha "exige do cristão"...) uma altíssima dose de não sei o quê — eu já teria providenciado um estoque, caso soubesse o que demanda a tarefa...

PRINCIPALMENTE quando o cristão fulano se mete a queimar a largada, interbagunçando tudo com perguntas sem sentido, uma compreensão muito da capenga acerca do assunto (que provavelmente não tem absolutamente NADA A VER COM NADA) e uma provável (porque sacanagem pouca é bobagem) indisposição ao consenso na sua empreitada em busca de sangue dialético e/ou cabecinhas vibrando no epilético up & down da concordância inconseqüente (e eu diria que por pura preguiça de continuar dando murro em ponta de faca...).

Ou seja: tem horas em que a vontade geral da nação-do-eu-sozinho é mandar tomátudonoscu e sugerir a leitura de qualquer introduçãozinha básica-e-mal-escrita-de-livrariaria-de-auto-ajuda-de-porta-de-garagem ao assunto antes de qualquer incursão pelos corredores do "por quê? Por quê? Por quêêêêêê???"

MAAAAS (tava na cara que, mesmo gramaticalmente fucking inadequado, ia rolar um mas, né? Então porque a cara de surpresa, Brasil?)... Eis que* depois do baque a gente para, respira fundo, olha pra frente (e pra cima, bufando de raiva ou de algo que a valha) e decide tentar de novo, porque todo mundo começa de algum ponto e não é com a impaciência de um que se constrói o caminho de outro. O pensamento surge: "é preciso tentar, alguém depende desse esforço..."

Felizmente a razão reaparece e a gente manda tománoblábláblá de novo, porque errar é humano, repetir o erro é burrice, o idiota que se vire, que tem mais é que se ferrar, mesmo, coisa e tal, essas coisas...

E pega essa compaixão, enfia num envelope pardo e remete via aérea pro deserto da Namíbia, que você ganha mais.

Porra."


O trecho acima foi retirado do depoimento de um homem que perdeu uma noite de sono ao cruzar as planícies da terra-dos-que-deviam-ter-nascido-ostras e, repentinamente, encontrou-se acuado pelas intempéries do mundo das criaturas-que-só-tecem-perguntas-idiotas justamente durante o ciclo das chuvas na selva-da-puta-ignorância-meu...

Há fortes indícios de que o teor do texto, os acontecimentos e as personagens em questão sejam fictícios, mas no lugar de vocês, eu não arriscaria perguntar... Até porque o termo zen (derivado do chinês c'han, que por sua vez, tem origem no vocábulo hindú dhyanna) decididamente NÃO SIGNIFICA (em português) "oi, eu amo todos vocês e estou à sua inteira disposição para o que quer que precisem, amiguinhos".


p.s.: ok, ok, agora chega, vamos aos fatos: isto é uma brincadeira — cruel e de mau gosto, diga-se de passagem, mas ainda assim uma brincadeira — destinada a limpar de uma vez por todas qualquer resquício de permanência em vossos cerebêlos da idéia de que a tradição zen vai dar colher-de-chá pros bundões que pensam que as Tartarugas Ninja são a síntese do pensamento budista assimilado pelo ocidente.

p.s.2: aproveitando essa lavagem cerebral recente onda espiritualista Global (plim, plim!), é mister esclarecer que NÃO HÁ VACAS NOS TEMPLOS ZEN BUDISTAS.

* começar frases com "Eis que..." é tão brega, mas ao mesmo tempo tão sedutor... Quase um Wando em letrinhas (NOT! ¬¬).