quinta-feira, 10 de junho de 2010

Dos que nos unem e dos que nos arregaçam

Dentre os ídolos d'areia, escolhos e escuma que coleto moribundos na parca praia da memória, um dos que mais adoro (vivíssima ação): esse nebuloso qualquer-um que por ventura reclame dos odores humanos.

O primeiro verbo desta minha lança que — temerosa mais que o zênite dum colapso — punge e afirma, destarte o "adorar" (em detrimento do obsessivo e irrelevante — apesar de primevo — "colecionar"), é residência da ironia: abriga a mentira resignada e o vil desacato a quem de pronto crê.

O segundo alimenta as pragas que, vez por outra, afastam-me das gentes e do brinquedo de ajuntar a brejeirice fellipesca à d'outrem que, quando reclamam, ah!... Largo 'ah!'s a torto e a direito por dentro, já que por fora só os devem saldar quem cura o que não fica doente nas e das almas dos que têm queixas...

Ferem-me o estar aqui os feromônios, suas lindas e, destes — só destes —, não faço troça ou queixume quando perpassa-me a mercê de nada dever às cerimônias. Nada devo ainda, diga-se.

Mas ah!, quanta queixa! E puxa!, quanto traço! Quem lê tanta notícia, Caetanos?
Eu passo.

p.s.: certezão que a melhor parte é "suas lindas". Quem gostou do resto (que não passa de blablablá whiskas sachê) há de casar-se com o cura da paróquia, fica dito.

2 comentários:

. disse...

"Suas lindas" dá graciosidade e elegância a QUALQUER texto. Fatão!

Camila S. disse...

SEU LINDO!